Dom Quixote – Volume I – 11

Oh! Como se alegrou nosso bom cavaleiro quando fez este discurso, e especialmente quando encontrou a quem pudesse chamar de sua dama! E ocorreu, conforme se crê, que em um lugar perto do seu havia certa moça lavradora de muito bom parecer, de quem ele por um tempo andara enamorado, embora, segundo se entende, ela nunca o soube, nem de tal desconfiou. Chamava-se Aldonça Lourenço, e a esta lhe pareceu bem dar-lhe o título de senhora dos seus pensamentos; e, buscando-lhe nome que não desarmonizasse muito com o que ela tinha, e que sugerisse e indicasse ao de princesa e grã-senhora, veio a chamá-la Dulcinéia del Toboso, por ser natural Toboso; nome este, em seu entender, musical, raro e significativo, como todos os demais que a si e às suas coisas havia posto.

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Oh, how our good gentleman enjoyed the delivery of this speech, especially when he had thought of some one to call his Lady! There was, so the story goes, in a village near his own a very good-looking farm-girl with whom he had been at one time in love, though, so far as is known, she never knew it nor gave a thought to the matter. Her name was Aldonza Lorenzo, and upon her he thought fit to confer the title of Lady of his Thoughts; and after some search for a name which should not be out of harmony with her own, and should suggest and indicate that of a princess and great lady, he decided upon calling her Dulcinea del Toboso—she being of El Toboso—a name, to his mind, musical, uncommon, and significant, like all those he had already bestowed upon himself and the things belonging to him.

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