Livro “Fábulas de Esopo” “Aesop’s Fables” – Introdução – B – Volume I

his having been hurled over a high precipice at Delphi. It is for those who read the Fables to judge whether he was really thrown over the cliff for being ugly and offensive, or rather for being highly moral and correct. But there is no kind of doubt that the general legend of him may justly rank him with a race too easily forgotten in our modern comparisons: the race of the great philosophic slaves. Aesop may have been a fiction like Uncle Remus: he was also, like Uncle Remus, a fact. It is a fact that slaves in the old world could be worshipped like Aesop, or loved like Uncle Remus. It is odd to note that both the great slaves told their best stories about beasts and birds. But whatever be fairly due to Aesop, the human tradition called Fables is not due to him. This had gone on long before any sarcastic freedman from Phrygia had or had not been flung off a precipice; this has remained long after. It is to our advantage, indeed, to realise the distinction; because it makes Aesop more obviously effective than any other fabulist. Grimm’s Tales, glorious as they are, were collected by two German students. And if we find it hard to be certain of a German student, at least we know more about him than We know about a Phrygian slave. The truth is, of course, that Aesop’s Fables are not Aesop’s fables, any more than Grimm’s Fairy Tales were ever Grimm’s fairy tales. But the fable and the fairy tale are things utterly distinct. There are many elements of difference; but the plainest is plain enough. There can be no good fable with human beings in it. There can be no good fairy tale without them. Aesop, or Babrius (or whatever his name was), understood that, for a fable, all the persons must be impersonal. They must be like abstractions in algebra, or like pieces in chess. The lion must always be stronger than the wolf,

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o fato dele ter sido atirado de um alto precipício em Delfos. É para aqueles que leram as Fábulas julgarem se ele realmente foi lançado sobre o penhasco por ser feio e ofensivo, ou melhor, por ser altamente moral e correto. Mas não há nenhum tipo de dúvida que sua lenda geral possa justamente ordená-lo muito facilmente com uma raça esquecida em nossas comparações modernas: a raça dos grandes escravos filosóficos. Esopo pode ter sido uma ficção como Tio Remus: ele também foi, como Tio Remus, um fato. É um fato que os escravos no mundo antigo pudessem ser adorados como Esopo, ou amados como Tio Remus. É estranho notar que ambos grandes escravos contaram suas melhores histórias sobre bestas e pássaros. Mas tudo que é razoavelmente devido a Esopo, a tradição humana chamada Fábulas não é devida a ele. Isto havia acontecido muito antes de qualquer sarcástico homem livre da Frígia ter ou não sido arremessado de um precipício; isto permaneceu muito tempo depois. É vantagem nossa, de fato, perceber a distinção; pois isto torna Esopo mais obviamente efetivo que qualquer outro fabulista. Os Contos de Grimm, gloriosos como são, foram coletados por dois estudantes alemães. E se achamos difícil isto ser indiscutivelmente de um estudante alemão, pelo menos sabemos mais dele do que Nós sabemos de um escravo frígio. A verdade é que, obviamente, as Fábulas de Esopo não são as fábulas de Esopo, não mais que os Contos de Fadas de Grimm sempre foram os contos de fadas de Grimm. Mas a fábula e o conto de fada são coisas totalmente distintas. Há muitos elementos de diferença; mas a mais clara é bastante evidente. Não pode haver nenhuma fábula boa com seres humanos nela. Não pode haver nenhum conto de fadas bom sem eles. Esopo, ou Babrius (ou qualquer que tenha sido seu nome), entendeu que, para uma fábula, todos os personagens devem ser impessoais. Eles devem ser como abstrações na álgebra, ou como peças no xadrez. O leão deve sempre ser mais forte que o lobo,

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