Livro “Fábulas de Esopo” “Aesop’s Fables” – Introdução – C – Volume I

just as four is always double of two. The fox in a fable must move crooked, as the knight in chess must move crooked. The sheep in a fable must march on, as the pawn in chess must march on. The fable must not allow for the crooked captures of the pawn; it must not allow for what Balzac called “the revolt of a sheep”. The fairy tale, on the other hand, absolutely revolves on the pivot of human personality. If no hero were there to fight the dragons, we should not even know that they were dragons. If no adventurer were cast on the undiscovered island—it would remain undiscovered. If the miller’s third son does not find the enchanted garden where the seven princesses stand white and frozen—why, then, they will remain white and frozen and enchanted. If there is no personal prince to find the Sleeping Beauty she will simply sleep. Fables repose upon quite the opposite idea; that everything is itself, and will in any case speak for itself. The wolf will be always wolfish; the fox will be always foxy. Something of the same sort may have been meant by the animal worship, in which Egyptian and Indian and many other great peoples have combined. Men do not, I think, love beetles or cats or crocodiles with a wholly personal love; they salute them as expressions of that abstract and anonymous energy in nature which to any one is awful, and to an atheist must be frightful. So in all the fables that are or are not Aesop’s all the animal forces drive like inanimate forces, like great rivers or growing trees. It is the limit and the loss of all such things that they cannot be anything but themselves: it is their tragedy that they could not lose their souls. This is the immortal justification of the Fable: that we could not teach the plainest truths so simply without turning men into chessmen. We cannot talk of such simple things without using animals that do not talk at all. Suppose, for a moment, that you turn the wolf into a wolfish baron, or the fox into a foxy diplomatist. You will at once remember that even barons are

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assim como quatro é sempre o dobro de dois. A raposa em uma fábula tem que se mover curvo, como o cavalo no xadrez tem que se mover curvo. A ovelha numa fábula tem que marchar para frente, como o peão no xadrez tem que marchar para frente. A fábula não deve permitir as capturas curva ao peão; não deve permitir o que Balzac chamou “a revolta de uma ovelha”. O conto de fadas, por outro lado, gira absolutamente sobre o pivô da personalidade humana. Se nenhum herói foi lá lutar contra os dragões, nós nem mesmo deveríamos saber quem foram os dragões. Se nenhum aventureiro foi lançado na ilha desconhecida—esta permaneceria desconhecida. Se o terceiro filho do moleiro não acha o jardim encantado, onde as sete princesas mantêm-se brancas e congeladas—porque, então, elas permanecerão brancas, geladas e encantadas. Se não há nenhum príncipe em particular para achar a Bela Adormecida, ela simplesmente dormirá. Fábulas repousam totalmente sobre a ideia oposta; que tudo é por si mesmo, e em todo caso, falará por si mesmo. O lobo sempre será selvagem; a raposa sempre será astuta. Algo do mesmo tipo pode ter sido significado pela adoração animal, que egípcios e indianos e muitos outros grandes povos têm em comum. Homens não amam, penso eu, besouros, gatos ou crocodilos com um amor completamente pessoal; eles os saúdam como expressões daquela energia abstrata e anônima na natureza que para qualquer um é terrível, e para um ateu deve ser assustador. Assim, em todas as fábulas, quer sejam ou não de Esopo, todas as forças animais atuam como forças inanimadas, como grandes rios ou árvores crescendo. É o limite e a perda de todas essas coisas que eles não podem ser nada além de si mesmos: a sua tragédia é que eles não podem perder suas almas. Esta é a justificação imortal da Fábula: que não podemos ensinar as verdades mais claras tão simplesmente sem transformar os homens em peças de xadrez. Nós não podemos falar de coisas tão simples, sem usar animais que não falam nada. Suponha, por um momento, que você transforma o lobo em um barão selvagem, ou a raposa em um diplomata astuto. Você imediatamente se lembrará que mesmo os barões são

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